Dezembro 4, 2007

56 Anos de Fonte Nova

fonte nova

Palco da segunda maior tragédia no cenário futebolístico brasileiro, o estádio Octavio mangabeira (fonte nova) foi inaugurado em 1951 na partida entre Botafogo (BA) x Guarany (BA). Naquele dia 28 de janeiro começava a ser instituída a história de um dos estádios mais bonitos do Brasil.

O primeiro gol na Fonte Nova foi marcado no dia da sua inauguração. De acordo com a SUDESB (Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia) o autor desse feito histórico foi Antônio, jogador do Botafogo (BA). No dia 4 de março de 1971, foi registrada a presença de 112 mil pessoas no estádio Octávio Mangabeira, na rodada dupla com os jogos Bahia x Flamengo (RJ) e Vitória x Grêmio (RS), válidas pelo campeonato Brasileiro daquele ano. Mas a novidade foi que dois dias depois anunciaram oficialmente a presença de apenas 94.972 torcedores.

Sendo assim o prêmio de maior público oficial ficou para a partida entre Bahia x Fluminense, referente à semifinal do campeonato brasileiro de 1988, onde foi registrada a presença de 110 mil pagantes. Campeonato que teve o Esporte Clube Bahia como campeão.

A fonte nova guarda grande parte da história dos dois principais clubes do futebol baiano. O Bahia surpreendeu o país ao conquistar o seu primeiro título brasileiro em 1959. E mais tarde repetiu o feito com o título do mesmo campeonato em 1989.

Já o Vitória não conquistou títulos expressivos no estádio, mas também não deixou de fazer bonito quando mandava os seus jogos na fonte nova. Em 1993, enfrentou o Palmeiras em partida válida pela final do campeonato Brasileiro, ficando com o vice-campeonato. A Seleção Brasileira também se apresentou algumas vezes no estádio. Na última vez, em 1999, empatou de 2 a 2 num amistoso contra a Holanda.

Com a tragédia do dia 25/10/2007, na qual morreram 7 torcedores do esporte clube Bahia, em conseqüência da má conservação do Estádio, o destino da Fonte parece ser a demolição.

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Novembro 5, 2007

Evento realizado na f2j põe em pauta o meio ambiente

meio ambiente

Meio ambiente, foi o tema da 3ª Conferência Jaime Wright Promotores da Paz e dos Direitos Humanos, realizada na Fundação 2 de Julho nos dias 24, 25 e 26 de outubro. No dia 25, especialistas e organizações puseram em debate vários temas relacionados ao meio ambiente, tais como a mercantilização da água, cuja palestra foi ministrada pelo professor Carlos Vainer, titular da universidade federal do Rio de Janeiro. E o aquecimento global , que foi discutido pela mesa 3, composta por Neilton Fidelis( Fórum Brasileiro Mudanças Climáticas), Ministério do meio ambiente e pelo Greepance.

As novidades deste ano foi que o evento ganhou um dia a mais e foi realizado nos turnos da tarde e da noite. A cerimônia de abertura aconteceu as 19 hrs do dia 24 de outubro.

Outubro 15, 2007

Bahia vence mas não convence diante de uma multidão de apaixonados.

Bahia estréia no octogonal da série C com vitória magra contra o Crac – G, e com direito a recorde de público. O time baiano deixou cerca de 60 mil torcedores desapontados na tarde de ontem na fonte nova, com o péssimo futebol apresentado durante grande parte do jogo. Apesar de ter conseguido os três pontos, a torcida vaiou a equipe durante e após o término da partida.  

O time começou o jogo em ritmo acelerado e logo conseguiu abrir o placar com nonato, aos 8 minutos, após cobrança de pênalti sofrido por Carlos Alberto. Depois do gol, o time diminuiu o volume de jogo e assim foi dominado pela equipe goiana, que teve várias chances de empatar e até mesmo virar o placar, se não fosse o péssimo aproveitamento de seus jogadores.  

No segundo tempo o Bahia criou apenas duas grandes chances de gol. Uma mal aproveitada por nonato, após falha do goleiro. E a outra com Charles, que driblou o zagueiro adversário, saiu na cara do goleiro e finalizou muito mal.Impaciente com a omissão do time em sua própria casa, a torcida cobrou raça e empenho, além de vaiar a apresentação frustrante da equipe tricolor. 

O Bahia agora enfrentará o Vila Nova, na próxima quinta-feira, no estádio do Serra Dourada.

Outubro 12, 2007

Hoje é dia das crianças, e daí?

“Cadê o meu presente e o meu abraço, a bicicleta que eu sonhei não vem com o laço, não tem bolo e nem alegria, é dia das crianças, mas não pra periferia”. (Facção central, 12 de outubro). Com certeza, muitas pessoas ao ouvirem essa música concordarão com o que diz a letra acima.

 Nos inúmeros guetos de Salvador, crianças estão sendo aliciadas pela facilidade encontrada na criminalidade ou estão trocando sua infância por dias de intenso trabalho para ajudarem na despesa familiar. Nesses locais, é explicita a dificuldade com a qual as famílias tocam às suas vidas e os que mais sofrem com essa necessidade são as crianças. Além disso, existem aquelas que nem mesmo possuem um lar ou um adulto responsável por reger o seu futuro.  

Pais desempregados, falta de alimentos, roupas e brinquedos, são fatores que preconizam o desenvolvimento sócio-cultural desses meninos, pois, os obrigam a saírem de casa para tentarem ajudar seus pais de alguma forma. Muitos tentam ganhar dinheiro de forma lícita, o que não deixa de ser proibido, mas nem sempre encontram condições favoráveis para isso. 

Será que essas crianças irão comemorar alguma coisa hoje?

Setembro 30, 2007

Órgãos e comerciantes se manifestam contra o projeto de lei do dep. João Bacelar.

OAB/BA e donos de bares se mostram indignados em relação à Lei seca que pretende proibir a venda de bebidas.

Com o objetivo de diminuir a violência nos bairros de salvador, argumento no qual se fundamenta o seu relator, Dep. João Bacelar, a Lei seca tem chances de entrar em vigor na cidade, mas nem todos concordam com as pretensões dela. Como é o caso da OAB – BA Ordem dos Advogados do Brasil na Bahia, da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) e dos proprietários de bares da cidade do Salvador. 

 A OAB/BA, através do presidente da comissão de Direitos Humanos, Domingo Arjones, se posicionou contrario em relação aos efeitos da aplicação da Lei Seca. De acordo com ele, a medida é discriminatória, porque irá determinar “toque de recolher” nos bairros periféricos. E acrescenta, afirmando “que esta proposta parece desfundamentada e deslocada”. 

O presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes na Bahia (Abrasel), Luiz Henrique do Guimarães, diz que a medida de fechar os bares não diminuirá a violência. “Nós estamos dispostos a colaborar, mas a medida não pode ser implantada de maneira impositiva e nem pode ser a única em termos de segurança pública”, acrescenta. 

Já Manoel Sacramento, proprietário de um bar localizado no Garcia, afirma que “os deputados têm que criar um projeto para melhorar a segurança nos bairros e não ficar criando projetos para dificultar o ganha pão de quem depende do comércio. Sou completamente contra, pois ele não vai acabar com a violência”.

Esta também é a preocupação dos comerciantes do mercado peixe, no Rio Vermelho, local onde os bares funcionam num período de 24 hrs nos fim de semana. Em nome dos proprietários, Antônio Nunes, presidente da associação local, é contra a “Lei Seca”. “O que precisa haver é maior investimento em policiamento. Uma lei não pode determinar em quais horários nós vamos trabalhar”, argumenta. 

A polícia Militar se mostrar a favor da implantação da lei. Através da Coordenação de Comunicação Social, diz considerar o projeto benéfico no combate à criminalidade, desde que seja debatido com a sociedade. O diretor do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom), delegado Ruy da Paz, foi mais veemente. “A medida vai facilitar o trabalho da polícia, já que vai restringir o funcionamento destes locais durante a madrugada. Delitos no trânsito e ocorrências de homicídios nos locais próximos a estes estabelecimentos irão diminuir consideravelmente”, analisa. 

A Lei Seca já está em vigor em algumas cidades brasileira como é o exemplo de diadema.

ENQUETE: Você é contra ou a favor da Lei Seca?

 

Setembro 11, 2007

Câncer de mama; mitos e verdades.

             Mamografia

 Que o câncer de mama é uma realidade e cresce a cada ano o número de casos nos já sabemos. O que duvidamos é de muitas informações veiculadas acerca dessa enfermidade nos diversos meios comunicativos, sem esquecer daquelas rodas de amigos ou daquelas conversas entre vizinhas.

Bem! Outro dia Dona Raimunda disse que: – não faço a mamografia porque minha vizinha disse que a dor é insuportável, sendo que a respectiva vizinha de dona Maria nunca tinha feito o exame outrora. Não dê ouvido a isso. “O teste em si não é realmente doloroso”, afirma Dr. Karcnick, “pode haver apenas um desconforto momentâneo quando os seios são comprimidos pelo aparelho de raio-x”.

Pior foi o que Samanta,(10 anos), filha de dona Maria, disse a sua mãe. – mãe, pare de usar desodorante antiperspirantes, pois na internet tem dizendo que ele causa câncer de mama. Acorda dona Maria: “No Rio, o Centro de Estudos e Pesquisas da Mulher (Cepem) afastaram a hipótese de o desodorante ser responsável pelo aparecimento de câncer de mama.”. Sendo assim, por que colocar em risco a sua higiene pessoal só por causa de um boato?

“Mulher sofre de tanta forma, ainda tem esse câncer de mama. Ainda bem que eu nasci homem”, foi o que disse o marido de dona Maria. Mas, como assim? Embora seja numa escala menor, o homem também está no mesmo barco, ou seja, podem adquirir essa enfermidade.

Então, vamos fechar mais a boca e abrir mais os olhos, pois boca fechada não entra mosquitos e olhos abertos, bem, não precisa falar pra quer serve não é?

Agosto 28, 2007

Realidade nua e crua dos meninos de rua

          Preciso de ajuda

O correio web, Brasília, evidenciou uma triste realidade que permeira todo o cenário brasileiro. trata-se da situação degradante na qual muitas crianças, condenadas a viver nas ruas, vive cotidianamente. O que mais chama atenção na publicação do correio web é o fato dessa mazela estar diante dos olhos de nossos governantes, bem perto do congresso nacional.

É crescente a ocupação de calçadas, sinaleiras e outros pontos específicos da cidade por meninos com faixa etária inferior a maioridade. Muitas das vezes essas crianças são vitimas provenientes de família destruída pelos vícios, brigas conjugais, violência diversas em seus lares, de abandonos, fatalidades anteriores que acabaram levando seus únicos familiares ou pessoas próximas, e outros casos mais específicos cuja única saída, ou melhor, possibilidade deixada foi viver na dependência de si própria.

Essas crianças, por não terem qualquer perspectiva de como dá seguimento a sua vida, pelo fato de não possuírem casa, família, condição financeira viável, assistência assídua dos órgãos governamentais, vêem na rua a única opção de moradia, alimentação e desenvolvimento cultural a seu alcance.As nações unidas denominam “menino de rua” toda criança para a qual a rua (no sentido mais amplo do termo, o que inclui casas não habitadas, terrenos baldios e etc.) tornou-se sua moradia, sua fonte de sobrevivência, que não tem proteção de nenhum órgão público ou de adulto responsável.Esses meninos que encontramos nas ruas são crianças denominadas “meninos de ruas”, pois as calçadas e sinaleiras são os lugares onde todas as suas atividades e necessidades humanas são operadas cotidianamente. Esses seres humanos que observamos no nosso dia-dia, excluídos do resto da sociedade, nascem como qualquer outra criança; cheia de vitalidade, alegria, grandes sonhos, enfim, como todas as outras. Apesar de não possuírem o mínimo de dignidade, esta direito de todos os seres humanos, conseguem sobreviver e trilhar um caminho longínquo marcado de mais tristeza do que alegria.

É incerto o dia seguinte desses meninos e meninas, uma vez que sua alimentação, segurança, enfim, suas necessidades não lhe estão garantida.Sendo assim, pensar em solucionar essa problemática não é apenas ter vontade de assim fazer, mas rasgar as mangas e “meter a mão na massa”. Um exemplo de contribuição mínima da sociedade é mudar a forma de vê essas crianças e, conseqüentemente, transformar a reflexão de como punir mais severamente para uma reflexão de como contribuir para a resolução desse mal que atinge a parcela mais importante da sociedade, que são as crianças.

O jornal aurora da rua, “veículo que cobre os moradores de rua com atenção, dignidade e respeito”, é uma forte arma contra essa mazela, que é alimentada contidianamente por nossos estereótipos, estigmas e prenconceitos.

Agosto 20, 2007

A visão dos dois lados do muro

 

A guerra do Rio de Janeiro

A maior parte da sociedade brasileira, sobretudo a que vive distante dos morros e comunidades periféricas, acredita que a relação que se dá entre policiais e traficantes  tem sido efetivada apenas em confrontos sangrentos, cuja parte responsável pela ordem, os policiais, tentam desempenhar seu papel, isto é, manter o bem estar da sociedade, e a outra responsável pela desordem social, os traficantes, lutam para manter o tráfico de drogas fluente nas regiões denominadas subalternas. No entanto, a dicotomia instaurada nas mentes humanas, a qual policiais são tarjados de “mocinhos” e traficantes de “vilões”, há muito foi desmascarada, visto que assiduamente se desencadeiam casos mostrando o envolvimento de policiais, principalmente os militares, em negociações com traficantes.

Nota-se que há uma sociedade instaurada entre “mocinhos” e os “vilões” nos morros e comunidades periféricas, sendo que esse elo forjado resulta na estabilidade do tráfico de drogas e conseqüentemente na expansão do mesmo. Nessa sociedade, os policias são responsáveis por manter não a ordem social, mas sim o fluxo fluente do tráfico, enquanto os traficantes desempenham livremente sua prática ilícita de vender as drogas na pista. Essa liberdade nas vendas de drogas só é possível se uma quantia financeira for paga aos policiais periodicamente. Ela denomina-se invariável pelo fato de varias vezes os bandidos terem seu “beneficio” tirado mesmo após terem efetivado o pagamento da propina aos policiais.

As comunidades dos morros e bairros periféricos enxergam os bandidos e, principalmente, os policiais, além de suas máscaras, pelo fato de presenciarem de perto como é desencadeada a contribuição de policiais e traficantes dentro da empresa do tráfico. Dentro dessa relação, os moradores se vêem a mercê das práticas brutais de ambos os lados, contudo, na parte que cabe aos traficantes a brutalidade é desencadeada quando há quebra da “legislação do tráfico”, denominada um conjunto de regras impostas pela facção dominante na área. Já na parte que cabe as autoridades, a selvageria é regida de acordo com a ganância financeira de cada policial.

A outra parte da sociedade, localizada às margens de onde se concentra essa complexa relação policial  x  traficante, não tem a possibilidade de visualizar além da dicotomia predominante em suas mentes, pois, não é de interesse do sistema dar ênfase a assuntos contraditórios à ideologia dominante, o capitalismo opressor.

Em suma, a empresa do tráfico necessita da atuação da polícia corrupta, e esta se apresenta a disposição sempre que necessário, pois os bandidos vestidos de autoridades são um dos alicerces no qual se fundamenta a criminalidade, em especial o tráfico de drogas. De outro modo, jamais seria possível a estabilidade na qual se encontra à venda e importação de drogas nos morros e comunidades periféricas atualmente, sobretudo, o acesso dos meninos a armas exclusivas às forças armadas. Certamente, a complexidade da relação policial x traficante  precisa receber uma análise refinada, a fim de criar políticas de combate.  

Agosto 20, 2007

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